Hipócrita aquele que pisa no seu fruto,
Que não valoriza a sua obra,
Que não conhece o amor,
Que perde sozinho seu valor,
Sem saber o que será do futuro,
Que desconhece a si mesmo,
E assim se transforma,
Não sabe como és,
Nem por dentro,
Nem por fora,
Hipócrita quem desdenha o fruto,
Que não o valoriza como obra,
Merece viver assim,
Sozinho,
Sem coroa mas com espinho,
Pois um dia também,
Desmereceu seu reino,
Se tornando aos olhos do fruto,
Apenas mais um plebeu,
Aquém não se estende a mão,
Aquem não se dá amor,
Hipócrita aquele que pisa em seu fruto,
Que toma seu futuro,
Sem explicação,
Apenas bota um final,
Por acatar ordens,
E não saber mais quem és,
Apenas as segue,
Sem questionar,
Doa a quem doer,
São ordens,
Seria hipocrisia do fruto devolver tudo ao pai,
Por isso ele não transparece ódio ou rancor,
Sente apenas pena e dor,
Se contrai para absorver o choque,
E mesmo assim estende a mão,
E quando precisa o fruto demonstra amor,
O amor verdadeiro,
Não este passageiro que se foi com o tempo,
Que faz esquecer quem foi e quem és,
E quando souber talvez seja tarde de mais,
Para o revés.
Rafael Guedes Apenas
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